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Mostrando postagens de maio, 2025

TECENDO COMENTÁRIOS

Eu vivi a minha vida. Trabalhando a maior parte do tempo. Uma vez eu estive na fila de desempregados. Mas fiz umas provas e passei. Eram provas para admissão a um novo emprego. E fui admitido. E me casei. Este casamento foi um erro e logo me divorciei. Veio ao mundo contudo um bebê. A reparação pelo nascimento da criança me custou foi tempo de trabalho. O que foi bom. Pude pagar a pensão alimentícia. E hoje aqui eu estou limpo, e peço a Deus que perdoe meus pecados. Que é como os padres rezam, no Ato Penitencial durante a missa. E hoje mesmo eu rezei a missa pela televisão. Não sei se já disse, eu professo a fé católica e o nosso Papa atual é Leão XIV. E creio em Deus, Deus existe. Deus é Amor. Hoje moro e vivo aqui. E venho tecendo estas postagens com contentamento. Porque aqui eu posso falar de mim e das coisas que gosto, os livros. Eu me lembro de quando eu comprava livros, uma tia minha me dizia: - Livro está caro. E mesmo assim aqui estou eu tendo na minha estante livros. E gosto ...

PEQUENOS ACONTECIMENTOS

 Quando morei na capital, fiquei noivo de uma estudante de Filosofia. Ela era uma mulher que tinha objetivos certos na vida. Mas me vi desempregado. Aquele noivado se arrastara por nove anos. E ao me ver sem emprego, ela disse, simplesmente disse: - Cansei. Eu pensei com meus botões: "Foi bom ela ter se cansado." Claro, eu pude pensar melhor e conclui que um amor alimentado pelo dinheiro, não ia nunca durar. E eu amo sem pensar só no dinheiro, ela podia ter esperado eu me arrumar noutro trabalho. Eu já escrevia e ela não gostava nem do que eu escrevia. E aqui estou. Não quero que pensem que sou um irresponsável. Isso não sou. E eu doente e avançado em idade, fui socorrido por minha mãe que me levou a uma perícia médica e me deixou uma pensão. E vou vivendo. E vivo bem comigo, e procuro acertar com as pessoas com quem convivo. Minha mãe morreu, como já contei, e nem por isso eu deixo de me vestir, de dormir, de comer, de tomar banho, estas coisas. Graças a Deus tem dado. E eu ...

RELATO

Eu trabalhava numa biblioteca. Para mim aquele trabalho não exigia muito. O desagradável era ter de lidar com as pessoas, aquelas que não compreendiam como eu, originariamente um escriturário, fui parar ali. Mas, enfim, estas coisas existem em qualquer profissão. Ficam de olho na gente prá ver se temos competência, e se formos ligar caímos nas malhas do destino, e não mais nos levantamos. Mas enfim, eu ia para o trabalho seguindo pelo caminho como um sonhador. Sonhava em me tornar escritor. E enfim mandei meu trabalho às favas porque logo senti que não dava para conciliá-lo com a escrita literária. Escrever e mostrar alguma arte na nossa escrita exige é muito trabalho e mexe com nossos sentimentos. E fiz é muito bem, porque com o que contei acima, cheguei a adoecer. Hoje me trato e escrevo. E me sinto bem na medida do possível. O relato acima, eu não sei se é uma faca de dois gumes, que de repente pode me ferir. Mas vamos lá. Continuemos. Os médicos que me tratam só tratam da doença. E...

LIDANDO COMIGO UM INSTANTE

Outro dia me disseram de eu ser um homem angustiado. Na verdade eu penso que isso de viver angústia por ser escritor na época em que vi muitos escritores na TV, a angústia era conversa para se fazer marketing. O que penso sobre a angústia é um tanto diferente. Em certo dias de nossa existência é verdade nos sentimos angustiados. Mas isso ocorre por aí, e não necessariamente com todos. A angústia agride a alma hoje de muitos seres humanos. Eu só porque escrevo não me considero um ser angustiado.  Claro que sou um ser humano. Claro que não sou especialista da mente humana. Mas esta mesma mente que nos guia por nossa existência eu já sei que tem dono, e o dono de mim é Deus. Por isso sou católico. E no Brasil nossa lei magna, a Constituição Federal nos permite liberdade de crença. E eu não me acho perdido nem do mundo, nem da minha crença católica. Agora os homens, escritores ou não, vivem na vida atual resolvendo seus problemas. E para resolver as coisas devemos saber lidar com nosso...

SENSÍVEL Á ESCRITA

 Quando eu recebi um prêmio literário, um primo me levou para a casa dele. Ele queria comemorar o meu feito. A mulher dele, que é médica, ao me ver chegar me perguntou: - Você é muito sensível, não é, Dornas. Eu pensei comigo: - Do que esta mulher pensa que é feita a literatura? Eu respondo: - Da sensibilidade à escrita. Ou da palavra impressa e publicada. Que Deus me abençoe.

MERECIMENTO

Para não ter de sofrer com a inatividade, reservei para agora esta possibilidade que eu sempre tive, graças ao dom de escrever, de vir aqui e fazer estas postagens. E as faço com prazer, depois de uma vida inteira dedicada ao trabalho. E o trabalho é uma forma de ser um indivíduo útil à sociedade. Agora, as perspectivas históricas com que apontam esta sociedade brasileira sobre isso eu penso que o nosso processo histórico foi lento até aqui. Saimos da escravidão para o trabalho assalariado.E aonde iremos? Eu é que não sei dizer. Então o que faço? Faço um pouco de literatura artística. Sempre tive este pendor. E sempre consumi muita arte. E o meu derradeiro estar no trabalho, eu ouvi de minha mãe: - O Dornas ganha pouco, mas tem boa vontade. E ouvi esta frase como um prêmio de merecimento pelo meu desempenho na família. E quando minha mãe me perguntou: - Quer vir comigo para o interior? Não hesitei e vim. E aqui estou com as minhas vitórias. Um homem de letras. Quantos homens de letras ...

CUMPRINDO A TAREFA DE ESCREVER

 Nos lugares onde trabalhei eu pude observar muita coisa. E neles sempre houve gente de boa vontade, quando satisfeita. E havia gente querendo melhorar lá mesmo. Eu não posso dizer qual foi o fim desta gente. Mas pude observar uma coisa que para mim é importante: a Justiça de tudo. Havia Justiça, sim. Por exemplo, nas promoções. Mas eu tinha um sonho pessoal, o de vir a ser escritor. E tudo no mundo do trabalho na época em que trabalhei, é muito prático e real. Donde eu poder dizer que para ser escritor eu tive que me afastar. E estou e sou hoje um pensionista. Mas está bom demais. Já dei a dica da Justiça exercida no trabalho. E não fiz falcatrua nenhuma lá. Tanto que estou pobre e classe média como sempre fui, mas feliz. E peço aos leitores que não confundam as bolas. Sou divorciado e não vou dizer porque. Divorciado não sou sozinho, o sou junto com a parte com quem me casei. Mas hoje estou bastante pessoal. Mas não estou fazendo marketing. E quem me lê com constância verá que se...

FALANDO DO ESCREVER E ESCREVENDO

Como é bom estar aqui escrevendo. É como o Caetano Veloso que cantou: "Como é bom saber cantar e tocar um instrumento." Algo assim ele cantou. Eu o admiro muito enquanto artista que ele é. Está rico. Sem dúvida. Eu não escondo minha condição social. Eu sou classe média. E se não estou aqui, estou lendo. Hoje li uma coletânea de poemas de Adélia Prado. Ela é uma das grandes poetisas que aí estão. E agora vou ali tomar um café e comer um pão. Daqui a pouco eu volto. Voltei. Os leitores que acaso me leiem, não vão poder saber se demorei. Mas isso não é o importante. O importante é saber que eu escrevo. No mais das vezes eu falo é de mim. Hoje, há pouco, estava realmente pensando em mim. No quanto trabalhei para ter o que tenho, e ser o que sou. Nesse jogo do ser e ter é que a gente sofre. Mas eu não vou remoer dores. Quero daqui em diante é ser cada vez mais feliz. Estive pensando foi em rever algumas lições de língua. Principalmente a Língua Portuguesa Brasileira. Que me é tão ...

ESCREVENDO PARA O ANÔNIMO

Eu e os livros. Eu ouvi o meu pai dizer o trabalho e estudar. Eu fiz o possível para seguir o conselho, o forte dos humanos é quando eles têm estrutura para seguir em frente. E aqui estou eu. Dia desses elegeram Leão XIV como nosso atual Papa. Ele é o sucessor de Francisco. E os jornalistas dizem que ele vai conservar a trilha seguida por Francisco. Eu, como humilde servo de Deus, eu procuro não errar. E pensando assim eu pude seguir o conselho: trabalhei e estudei. E estudei Filosofia e trabalhei para mim sobreviver. Minha mãe, durante um período temeu que, eu estudante de Filosofia, me desviasse do bom caminho, ou seja, o caminho de Deus. Mas hoje eu rezei para que o papado de Leão XIV dê frutos bons para a sociedade humana.  A sociedade humana é como eu a vejo: nós os homens, e elas as mulheres. E eles todos dispersos em várias classes sociais realizam o feito histórico. E às vezes nós, eu me considero um homem simples, interagimos entre nós, nos recriamos. E no interagir a espé...

MÃE, EU E ESFORÇOS

Quando meu pai morreu, uma tia minha que morava em Belo Horizonte acompanhou o corpo dele até a nossa cidade do interior. E o corpo dele foi exposto na sala de visitas lá de casa. Onde rezamos o velório. Uma senhora de lá se aproximou de minha mãe e disse a ela: - D. Ruth, a senhora é muito forte. E minha mãe pôs fé naquelas palavras. Porque sabia que ia precisar ser forte. E foi. E nos criou aos sete irmãos que viemos a este mundo um após o outro. Mas, minha mãe foi forte até os 91 anos de idade, idade com que ela morreu. Saudades dela eu tenho. A mim, especialmente, hoje reconheço que minha mãe me beneficiou grandemente. E eu quando não inválido o que fiz? Trabalhei e estudei. Secretamente me lembrando de meu pai. Que meu pai me dizia para trabalhar e estudar. Bens materiais eu não tenho. Comprei mesmo foi este computador pessoal e uma escrivaninha. E meus livros. Os livros eu os li muito, e ainda os vou lendo. Tanto quanto ainda compro outros livros. E se quiserem podem dizer o que ...

CIVILIZAÇÃO

Uma vez eu me vi conversando com um jovem médico. Ele viera para Moeda a fim de servir no posto médico daqui. E lá trabalhava. O assunto caiu na literatura. E ele me disse: - Um dos maiorais da Literatura é de lá. E me falou o nome do escritor. Eu reconheci o nome. Constava realmente no mundo das letras. Estou aqui agora tentando me lembrar de quem é. E me falha a memória. Tudo isso porque eu perguntei a ele: - E lá é realmente far-west? Ele me disse que sim. Eu tremi dentro de mim mesmo. É engraçado que existam coisas assim. E fiz a consulta médica que fora fazer. E voltei para casa. Do jovem médico eu não posso me queixar. Ele foi muito atencioso e os remédios que me receitou acertaram. Eu foi porque não perguntei a ele onde ele se formara. Certamente em alguma das nossas boas escolas de medicina. Que Minas Gerais as tem. Esqueço-me portanto daquele triângulo mineiro de onde viera o jovem médico. E é até bom eu me esquecer, a conversa que tive com ele foi há muitos anos. Vai ver lá j...

CLARO QUE SOU GRATO

Acabo de ver e ouvir, via Internet, o programa BOM DIA, POESIA, apresentado no Rio de Janeiro por Ana Paula Soeira. O programa é apresentado na sede da VIDA FELIZ, e me toca mais diretamente por causa da ALAZO, uma Academia de Letra e Artes da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro, da qual sou Acadêmico. Com orgulho. E foi para lá que semana passada em enviei alguns livros como doação. Tais livros têm textos meus. São coletâneas. E estou aqui sonhador. Já me intitulam poeta, contista e cronista, os que me editam. Eu rio de satisfação. Claro eu quis ser exatamente um escritor, sem prazo para que isso acontecesse. E aconteceu. Não é para mim estar feliz? Claro que é, e é como estou. Hoje aqui com setenta e um anos de idade, contando mal contado os anos de atividade literária, eu tenho prá lá de um pouco mais de vinte anos de escrita. E já comemorei numa antologia da Editora Scortecci. Agora mudando de assunto . Vou falar um pouco das dificuldades que enfrentei para ser escritor. Problem...

ENFIM, EU ME ACHO LITERATO

Na minha filosofia do amor, a mulher tem que ser total. Aquela que um dia, ao passar no mestrado do curso de Filosofia, me disse: - Cansei. Pelo menos foi verdadeira, ao cansar. Com ela eu fiquei junto nove anos. E hoje, vira e mexe, eu digo ao me ver com texto publicado: - Ela saiu Filósofa, eu saí Literato. E nada mais verdadeiro. Claro que não ia dar certo. Mas uma previsão que ela fez sobre mim, deu certo: - Você acaba Acadêmico. E aqui estou Acadêmico três vezes. Deus sabe como me alegro com as Academias de Letras de que faço parte. E Deus sabe como me alivio, porque para mim é extremamente difícil manter uma mulher comigo. Eu devia me envergonhar disso. Mas não, porq ue as mulheres nesta época de emancipação feminina estão muito exigentes. No entanto torço sempre para as mulheres, porque os homens já dominaram durante muito tempo e basta olhar o nosso planeta como está. È preciso dizer mais alguma coisa?  E com isso não me sinto menos homem. É que eu tive mãe, e mãe lutadora,...