RELATO

Eu trabalhava numa biblioteca. Para mim aquele trabalho não exigia muito. O desagradável era ter de lidar com as pessoas, aquelas que não compreendiam como eu, originariamente um escriturário, fui parar ali. Mas, enfim, estas coisas existem em qualquer profissão. Ficam de olho na gente prá ver se temos competência, e se formos ligar caímos nas malhas do destino, e não mais nos levantamos. Mas enfim, eu ia para o trabalho seguindo pelo caminho como um sonhador. Sonhava em me tornar escritor. E enfim mandei meu trabalho às favas porque logo senti que não dava para conciliá-lo com a escrita literária. Escrever e mostrar alguma arte na nossa escrita exige é muito trabalho e mexe com nossos sentimentos. E fiz é muito bem, porque com o que contei acima, cheguei a adoecer. Hoje me trato e escrevo.

E me sinto bem na medida do possível.

O relato acima, eu não sei se é uma faca de dois gumes, que de repente pode me ferir. Mas vamos lá. Continuemos. Os médicos que me tratam só tratam da doença. E já é tarde, eu realmente preciso de medicamentos para viver. E graças a Deus, minha mãe me acolheu, e me deixou uma pensão que dá prá sobreviver. Eu creio que o meu mal é hereditário, meu pai era epilético. Mas chega de chorar.

Com o meu trabalho na Biblioteca aprendi muito sobre livros. E aquilo durou até o dia em que eu tive que voltar às minhas funções de escriturário, para as quais eu tinha sido admitido ali. E ao ganhar dois prêmios literários eu fui embora para casa, que naquela época era na capital. Hoje moro aqui, no interior, há cerca de mais de vinte anos. Que é o tempo que eu calculo como sendo a minha vida literária.

No início eu entrei em contato com editores e Academias de Letras. Os editores todo ano me oferecem espaço para publicar meus textos. E eu vou indo, feliz. Esse ano eu espero algumas publicações de textos meus. E até sou ansioso. Já me disseram que a ansiedade é o mal da época. Mas, enfim é isso. E que Deus me abençoe. 

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