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COMO SE ESCREVESSE UM DIÁRIO

Nos esqueçamos um pouco da literatura. E volvamos à vida. Falo porque acabo de escrever ali um texto em que recomendo que o autor procure além de nos dar beleza para ler, nos dê também uma lição de vida. E aí eu aplaudirei. Eu gosto imensamente de textos comprometidos com a vida. Já deu para os leitores ocasionais verem como eu sou. Por isso conservei muito aquele amor à verdade que aprendi a ter quando estudei Filosofia. E sabem porque fui estudar Filosofia? Porque queria com aqueles estudos valorizar o que escrevo literariamente. E até ganhei prêmios avulsos antes de me tornar três vezes Acadêmico de Letras. É que os prêmios literários que ganhei facilitaram em muito o meu ingresso nas Academias de Letras e Artes. Eia, prá frente escriba. Falo comigo mesmo. Mas vou confessar uma coisa: como eu gosto de escrever.  E porque o amor à verdade? Bem, o amor à verdade Filosófica é difícil de alcançar. O amor à minha verdade existencial eu o detenho no meu coração. É quase igual o meu am...

NOME LITERÁRIO

 Eu dizia na postagem abaixo que sou afim é de reclamar. Mas eu não reclamo baixinho. Enquanto posso faço piadas rindo-me de mim mesmo. E se derem bobeiras eu as repito. Enquanto muitos inventam desculpas. Mas do que reclamo? Não reclamo da vida, não. Reclamo de uma dor ou outra. Mas ultimamente não tenho tido dores, nem dor moral.  E não é caso de me reclamar agora. Eu sei que muitos escritores trabalham seus textos de modo a causar o prazer de ler nos leitores. Acho louvável quando conseguem. Eu, neste sentido, acerto num e outro texto. E eu mesmo tenho prazer quando recebo uma publicação de um texto meu. E para verem como é, conto um pequeno caso: Minha empregada leu um texto meu publicado. E assim que acabou de ler disse: - As coisas que o Dornas escreve estão sendo publicadas. E eu, ouvindo, disse: - Mas, não ganho nada com isso. - o que era verdade. E ela: - Mas a editora ganha. E eu: - Então vou fazendo nome literário. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

VIVER E REALIZAR-SE

 As pessoas teimam em dizer e pensar que o homem ideal para o nosso meio é aquele que suporta. Estamos aqui, eu e meus pensamentos, falando de todo tipo de sofrimento. Claro, suportar e aliviar-se do que já suportou são dois momentos. Mas o que eu chamo aqui de suportar é como ter uma dor numa parte do corpo e não reclamar. Mas eu sou afim é de reclamar. De preferência com meus médicos. Dá prá entender? Nesta século XXI, eu penso que não tem muita gente a fim de compreender as coisas, não. Por pensar assim é que eu vivo recolhido em casa dos meus. E em tudo há uma hierarquia, aqui também nesta casa há uma hierarquia, graças a Deus. E estou pensando nalgum assunto para discorrer sobre ele. Vamos tentar ficar com o Suportar, mesmo. Eu nesta vida já suportei muito as coisas. Dores várias se me acometeram. A pior delas foi a dor moral. Me vi numa cirscuntância tal que acabou em divórcio de casal. Eu e minha mulher conseguimos a façanha de não culpar ninguém pela nossa separação. O que ...

ME CONFESSANDO

 Eu não me esqueço nunca de que, como disse o Padre Fábio de Melo, somos frágeis. E como somos frágeis temos nossos defeitos e cometemos nossos pecados. Completamente puro eu não conheço ninguém. Vivi a maior parte de minha vida no mundo do trabalho e vi lá a terrível competição entre colegas de profissão. Hoje pensando nisso, eu não vejo solução e acho até que este é um problema fora da minha alçada. E portanto posso dizer que eu não gosto de competir. Me sinto melhor aqui, só, somente só, que é assim que eu consigo escrever estas postagens. Sempre que posso assisto missa, rezando com um pouco mais de fervor nos dias em que a fé me aflige. E é nestes dias que quando chega o ato penitencial eu bato mesmo no peito, pedindo a Deus que me perdoe. E assim me tranquilizo. Não podemos escrever pensando em aparecer na televisão. Isso é seguir um péssimo modelo, modelo que não nos dá nenhum texto testemunho que possamos seguir. Que digam o que quiserem, mas eu considero a leitura essencial...

CHEGANDO AO BRASIL

Venho aqui e escrevo com assiduidade quase sempre. Hoje estive pensando nos que consideram qualquer pensamento mais ou menos conservador, fora de moda. Fora de moda, talvez seja. Mas pensando assim fazem uma literatura para a moda. E o que é uma literatura para a moda. Talvez eu seja ousado de dizer que uma literatura fora de moda, seja aquela que trai os ensinamentos de algum mestre que sempre está no passado. Claro, os mestres levaram uma vida inteira para nos legar seus trabalhos, que chamamos de obras em cujas páginas eu já tive prazer. E no me deter neles eu tive um imenso prazer de lê-los, aos mestres. Ao mesmo tempo em que bebi nas suas páginas os mais sábios ensinamentos. Procurei isto sim, no decorrer de minha vida, que ora chega aos 71 anos de idade, ler o que era indicado como o de melhor. Pouca coisa li de obras dos estrangeiros. E  porque? Porque eu procurei saber da nossa realidade social. E o que eu chamo de nossa realidade social? Chamo assim o meu país. E nossa rea...

ACOMODAR-SE NUNCA

 Disse antes que nunca fui fora da lei. Isso eu digo porque eu tive um professor que disse: - Legal é quem está dentro da lei. Mas porque eu estaria fora da lei? Estaria fora da lei se a Igreja Católica não me aceitasse. Claro, eu não me sentiria bem se não pudesse seguir a religião em que fui batizado e crismado. Que é a religião católica. E foi perguntando a um padre se eu estava em falta com a Igreja, que eu me senti mais do que nunca em casa. Sim, porque eu disse a ele que me casei só no civil, e nunca na igreja. E ele: - Você está solteirinho. E daí em diante venho lendo opiniões católicas em colunas do O Jornal O São Paulo da Arquidiocese de São Paulo. E cada vez mais me sinto bem com Deus e com os homens. E me meto a escritor. Escrevo e publico. Chamo o que faço nisso de Literatura de Resistência. Claro que estou longe da grande literatura. Mas me satisfaço. E fiz recentemente pouco mais de vinte anos de Literatura.  Não quero glória nem dinheiro com o que escrevo. Escr...

AMOR, AMORES (II)

 Há muito tempo eu fui à luta e dei de costados num curso noturno de Filosofia. Estudei na FAFICH/UFMG à noite. O curso era bom. E lá acabei noivo de uma aplicada aluna. Que hoje é Pós Doutora em Filosofia. Coisa que ela ambicionou tanto. Eu fui com ela até ela tirar o Mestrado. Não era bonita, era ruiva e tinha umas pintinhas. Mas como eu a amei! Depois do que disse acima, vou me explicar pelo menos razoavelmente. Eu estava falando na postagem anterior de amores. Eu amo até hoje. E estou velho. Tenho um bom coração, isso tenho. A minha mãe um dia disse: - Graças a Deus, eu não coloquei gente ruim no mundo. Na época em que ela disse isso, eu cresci enquanto pessoa. Era a minha mãe elogiando a nós, os filhos. E vou dizer porque cresci: não sou e nunca pensei em ser fora da lei. E desde menino sou católico, embora eu tenha me afastado da Igreja Católica por um longo período da minha vida. Mas voltei ao seio da Madre Igreja, e hoje mesmo eu rezei minha missa. E acho que a conversão, p...