ENFIM, EU ME ACHO LITERATO

Na minha filosofia do amor, a mulher tem que ser total. Aquela que um dia, ao passar no mestrado do curso de Filosofia, me disse:

- Cansei.

Pelo menos foi verdadeira, ao cansar. Com ela eu fiquei junto nove anos. E hoje, vira e mexe, eu digo ao me ver com texto publicado:

- Ela saiu Filósofa, eu saí Literato.

E nada mais verdadeiro. Claro que não ia dar certo. Mas uma previsão que ela fez sobre mim, deu certo:

- Você acaba Acadêmico.

E aqui estou Acadêmico três vezes. Deus sabe como me alegro com as Academias de Letras de que faço parte. E Deus sabe como me alivio, porque para mim é extremamente difícil manter uma mulher comigo. Eu devia me envergonhar disso. Mas não, porque as mulheres nesta época de emancipação feminina estão muito exigentes.

No entanto torço sempre para as mulheres, porque os homens já dominaram durante muito tempo e basta olhar o nosso planeta como está. È preciso dizer mais alguma coisa? 

E com isso não me sinto menos homem. É que eu tive mãe, e mãe lutadora, que nos criou aos sete filhos que teve. Eu disse isso a minha irmã caçula, e ela me replicou:

- E bem criados somos os sete filhos dela.

E nossa família perdeu minha mãe e três irmãos, recentemente. Meu pai faleceu aos trinta e oito anos, quando o mais velho dos homens era eu, e eu estava adolescente.

E agora aqui estou fazendo o que quero: ESCREVENDO. E fazendo o que mais gosto de fazer: ESCREVENDO.

 

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