MÃE, EU E ESFORÇOS
Quando meu pai morreu, uma tia minha que morava em Belo Horizonte acompanhou o corpo dele até a nossa cidade do interior. E o corpo dele foi exposto na sala de visitas lá de casa. Onde rezamos o velório. Uma senhora de lá se aproximou de minha mãe e disse a ela:
- D. Ruth, a senhora é muito forte.
E minha mãe pôs fé naquelas palavras. Porque sabia que ia precisar ser forte. E foi. E nos criou aos sete irmãos que viemos a este mundo um após o outro. Mas, minha mãe foi forte até os 91 anos de idade, idade com que ela morreu. Saudades dela eu tenho.
A mim, especialmente, hoje reconheço que minha mãe me beneficiou grandemente. E eu quando não inválido o que fiz? Trabalhei e estudei. Secretamente me lembrando de meu pai. Que meu pai me dizia para trabalhar e estudar. Bens materiais eu não tenho. Comprei mesmo foi este computador pessoal e uma escrivaninha. E meus livros. Os livros eu os li muito, e ainda os vou lendo. Tanto quanto ainda compro outros livros.
E se quiserem podem dizer o que quiserem as más línguas. Se é que as más e as boas línguas não têm outro assunto. Mas aqui estou escrevendo. E escrever é o que mais gosto.
Eu posso dizer isso, sem medo de ser um tolo. Claro, hoje em dia todo mundo escreve. E também um escritor é uma pessoa como outra qualquer.
Esse negócio de mistificar o escritor acabou dando errado. Consulte-se aqui mesmo na Internet, e verão a quantidade de gente escrevendo.
Não disse o acima com vontade de destruir os escritores, não. Escritores são e serão sempre benvindos. Os do passado e os do presente. Graças a Deus.
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