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Mostrando postagens de abril, 2024

UMAS PALAVRAS SOBRE O AMOR

Eu já disse por aí, que me decepcionei com o amor. E é verdade. Estou distante inclusive de toda a possibilidade de vir a amar de novo. E eu disse de amar de novo, o que significa que já amei. E isto não é nenhum pecado que carrego comigo. Qual o ser humano que nunca amou. É claro em todos os tempos corre-se o risco de amar alguém e vir a se decepcionar. Agora, o que não é preciso é dizer a quem se amou. A pessoa amada decerto merece toda a nossa atenção. E aí está o meu erro que confesso. Eu quis outras conquistas, não amorosas, mas literárias, e perdi o meu amor. Explico-me: ser literato exige estudo, exige também tempo para escrever. E dar tempo à pessoa amada é essencial. É uma pessoa a quem amamos, e não a um objeto. Hoje pago o meu preço, nem sei onde está aquela a quem amei. Estão vendo que não sei muito sobre o amor.  E estas coisas que digo que sei, eu as aprendi pensando sobre o meu caso de amor. Dirão alguns que eu poderia fazer canções de decepção. Eu por mim digo que n...

SOBRE A AMIZADE

Vivemos um tempo, em que eu atingi a idade de 70 anos, posso me considerar experiente. E na minha experiência de vida tive que suportar muitas pequenas traições de gente que se aproximava dizendo-se amigo. E portanto muito refleti sobre a amizade.  Não digo que a amizade não existe. Existem são modos de compreender os amigos. Claro, as pessoas são diferentes umas das outras. E existem pessoas que têm muitos amigos. Assim como existem pessoas que preferem a solidão. Não se diga aqui que a solidão é uma forma de viver negativa. Depende de prá que uma pessoa quer ser solitária. Eu só admito uma pessoa repleta de si e de suas coisas que seja feliz, se ela é feliz. Parece óbvio, mas não é. Uma pessoa que prefira a solidão tem com que substituir os amigos de osso e carne. Por exemplo, o que me ocorre agora, posso colocar no lugar de pessoas amigas, os livros. Mas falemos da amizade. Sobre a amizade se pode dizer coisas bonitas, coisas óbvias e coisas verdadeiras. Sobre as coisas óbvias q...

ESPERAR A INSPIRAÇÃO

Quando me ponho com a caneta sobre o papel, eu espero a inspiração vir. Sonho, penso, imagino coisas. E quando a inspiração me vem, me ponho a transpirar. Claro, não há trabalho sem suor. E suando, molhando a camisa, eis-me aqui. O resultado do trabalho só saberei depois. Às vezes eu mesmo me aprecio. Vejo beleza no que escrevo. Às vezes espero olhos alheio para que me digam se gostaram. E é assim o meu lado das letras. Nunca consegui ver de maneira diferente o meu modo de trabalhar. E aqui estou a escrever, esperando que Deus me ajude. É, porque acredito em Deus. E oro sempre antes de começar. Eu julgo que escrevendo estou conversando. E acho que julgo corretamente. Porque conversar não é prosear? E escrevendo que não seja em versos, o que faço? Faço prosa. Haverá o crítico que dirá que me faltou qualidade. Aí eu rasgarei e começarei tudo de novo. E não é assim em todos os outros trabalhos. Porque nos outros ofícios há uma rotina. A rotina que sabe do resultado. E a maioria dos outros...

O INTERESSE SOBRE LIVROS

Nos meus anos de juventude, quando eu era leitor mais assíduo dos livros, discutia-se se um livro ia ficar na memória dos humanos. Por causa disso, os livros eram escritos de uma maneira que tinham muito mais qualidade técnica. Hoje, se escreve mais para chamar a atenção do público leitor. Qualquer coisa de diferente entre os homens serve de assunto para a temática livresca. Claro, assim se chama a atenção do público leitor. Mas, não cuidam estes escritores, de um efeito pernicioso. Aquele que é destruir a curiosidade do leitor pela beleza que antes havia nos livros. Fosse um livro de prosa ou de poesia. O que deve fazer o escritor de bom coração e bem intencionado. Escrever com cuidado. Mesmo que demore tempo para nos dar o resultado. Assim, lucra ele e lucra o leitor. Ambos terão tempo para degustar do que gostam com honestidade e sem se corromper. O autor degustará da escrita de modo a saber que o que escreve tem qualidade. E o leitor degustará da leitura a ponto de se interessar se...

O CONFORTO DA ALMA

A mim, o catolicismo ensinou muitas coisa. Em primeiro lugar que o pecado existe. E se sabemos que o pecado existe, devemos evitar pecar. E se pecamos há nesta religião a chance de buscarmos por perdão. É claro que pedirmos perdão a toda hora nos faz sentir desconfortáveis conosco mesmos. Aqui chego ao lugar de onde deveria ter partido. O conforto da alma.  Segundo até onde sei, a nossa alma nos conforma até o ponto de sermos nós mesmos a nossa alma. E nos sentimos confortáveis e agradados conosco se pecamos o menos possível. Há um dito popular que nos diz que somos imperfeitos. Mas há uma coisa que aprendemos talvez nas nossas escolas: é que enquanto seres humanos vivemos aprendendo. E quem aprende tem grandes chances de errar menos. Claro, aprendizes eternos vamos seguindo nossos caminhos. E andando pela vida, aprendendo todos os dias, nos aperfeiçoamos. Chegamos a um ponto que nos perguntamos sobre o nosso conforto. O conforto de nossas almas. E, se como eu disse, a nossa alma s...

ESCREVA, COLEGA

Certa vez, li um livro que se intitulava "Palavra puxa palavra". Era um livro modesto, mas de conteúdo rico. Li saboreando tudo o que estava escrito no livro. Era um dos momentos que eu vivia no trabalho numa hora vaga. Um colega meu daquela época me pediu para ver a capa. Eu a mostrei a ele e ele me prometeu que iria comprar um exemplar para ele. E, passou o tempo. Além de colega na empresa, ele se tornou também colega de escrita literária. E com isso eu me alegrei. Claro que me alegrei, porque criamos mais um laço de relacionamento. Toda vez que eu precisava de alguma sugestão de leitura, ele me a dava. E vice versa. Não transgredimos nenhuma norma dentro da empresa. Em pouco tempo lá uma jovem recém-formada em Comunicação e muito ligada à área literária, fundou uma publicação na empresa. E uma das primeira notícias que a publicação dela deu, foi sobre eu e meu colega. Eu e ele fomos comemorar num bar, tomando uma cerveja. Aqui eu me lembro da fala de um desses escritores c...

FELICIDADE

Acabei de rezar a minha missa pela televisão e me perguntei: - O que é a felicidade? Não havia dúvida, era o que eu sentia em minha alma. E eu me sentia plenamente feliz. Então conclui, felicidade a gente tem de sentir para saber o que é. E vim aqui e anotei estas palavras. Anotando estas palavras eu pensei, não devo pensar mais no que é a felicidade. E pensei também que eu não consigo definir a felicidade. Não de modo que minhas palavras sirvam a todos. Claro, e isso já vinha em germe em mim: cada um é feliz à sua maneira. E qual é a minha maneira de ser feliz? Isso eu consigo responder sem rebuscar as palavras. Minha felicidade consiste principalmente em escrever. Por isso estou aqui lhes escrevendo. Não sei se todos pensam do mesmo modo que eu. Claro que não. Não pode um indivíduo que queira ser escritor e que não tenha recursos para tal ser feliz. Não tenho mais a dizer. Principalmente porque não pensei em todos os tipos de felicidade. Mas hoje está na moda ter seguidores. Será que...

A NOIVA

Ela trabalhava como datilógrafa. Era uma moça extremamente inteligente. Nesta época era minha colega de trabalho. Certo dia chegou à repartição e disse: - Estou namorando. Eu perguntei: - É para casar? Ela: - Não sei qual é o meu destino ainda. Eu: - Que você se case com seu namorado. Ela riu. Em poucos dias ela contou que havia se matriculado no Instituto Goethe, onde se estuda a língua alemã. E ela era esperta. Nas horas vagas pegava seus livrinhos e estudava. Um dia me perguntou: - Você que estuda Filosofia, sabe alemão? - Por que você pergunta? - Um professor disse que os maiores filósofos são alemães. - Ora, existem filósofos e filósofos, não sabemos quem é maior. - Mas, você sabe alemão? - Não. E o tempo passou. Ela me convidou para o casamento dela. Eu: - Já? Você começou o namoro outro dia. - É, mas já converso em alemão com o meu sogro. Rimos muito. E ela finalizou: - É sério, ele disse que falo bem o alemão.