O CONFORTO DA ALMA

A mim, o catolicismo ensinou muitas coisa. Em primeiro lugar que o pecado existe. E se sabemos que o pecado existe, devemos evitar pecar. E se pecamos há nesta religião a chance de buscarmos por perdão. É claro que pedirmos perdão a toda hora nos faz sentir desconfortáveis conosco mesmos. Aqui chego ao lugar de onde deveria ter partido. O conforto da alma. 

Segundo até onde sei, a nossa alma nos conforma até o ponto de sermos nós mesmos a nossa alma. E nos sentimos confortáveis e agradados conosco se pecamos o menos possível. Há um dito popular que nos diz que somos imperfeitos. Mas há uma coisa que aprendemos talvez nas nossas escolas: é que enquanto seres humanos vivemos aprendendo. E quem aprende tem grandes chances de errar menos. Claro, aprendizes eternos vamos seguindo nossos caminhos. E andando pela vida, aprendendo todos os dias, nos aperfeiçoamos.

Chegamos a um ponto que nos perguntamos sobre o nosso conforto. O conforto de nossas almas. E, se como eu disse, a nossa alma somos nós mesmos, o nosso conforto com nossa alma é o próprio conforto conosco mesmos. Para obtermos isto temos que ter uma boa consciência de nós mesmos.

E é quando olhamos para nós mesmos e falamo-nos: somos isto. E não estamos nos mentindo. E nossa verdade é realmente a que parece verdade aos olhos alheios é que estamos próximos de ter o conforto da alma. O conforto da alma é o que sobrevive aos nossos corpos e aos nossos olhos. E aí estamos, creio eu, capacitados a nos comportarmos sem precisar fugir das pessoas e das situações. Já teremos aprendido bastante. E estaremos capacitados a pecar menos. E portanto mais aperfeiçoados enquanto humanos.

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