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Mostrando postagens de julho, 2025

NOME LITERÁRIO

 Eu dizia na postagem abaixo que sou afim é de reclamar. Mas eu não reclamo baixinho. Enquanto posso faço piadas rindo-me de mim mesmo. E se derem bobeiras eu as repito. Enquanto muitos inventam desculpas. Mas do que reclamo? Não reclamo da vida, não. Reclamo de uma dor ou outra. Mas ultimamente não tenho tido dores, nem dor moral.  E não é caso de me reclamar agora. Eu sei que muitos escritores trabalham seus textos de modo a causar o prazer de ler nos leitores. Acho louvável quando conseguem. Eu, neste sentido, acerto num e outro texto. E eu mesmo tenho prazer quando recebo uma publicação de um texto meu. E para verem como é, conto um pequeno caso: Minha empregada leu um texto meu publicado. E assim que acabou de ler disse: - As coisas que o Dornas escreve estão sendo publicadas. E eu, ouvindo, disse: - Mas, não ganho nada com isso. - o que era verdade. E ela: - Mas a editora ganha. E eu: - Então vou fazendo nome literário. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

VIVER E REALIZAR-SE

 As pessoas teimam em dizer e pensar que o homem ideal para o nosso meio é aquele que suporta. Estamos aqui, eu e meus pensamentos, falando de todo tipo de sofrimento. Claro, suportar e aliviar-se do que já suportou são dois momentos. Mas o que eu chamo aqui de suportar é como ter uma dor numa parte do corpo e não reclamar. Mas eu sou afim é de reclamar. De preferência com meus médicos. Dá prá entender? Nesta século XXI, eu penso que não tem muita gente a fim de compreender as coisas, não. Por pensar assim é que eu vivo recolhido em casa dos meus. E em tudo há uma hierarquia, aqui também nesta casa há uma hierarquia, graças a Deus. E estou pensando nalgum assunto para discorrer sobre ele. Vamos tentar ficar com o Suportar, mesmo. Eu nesta vida já suportei muito as coisas. Dores várias se me acometeram. A pior delas foi a dor moral. Me vi numa cirscuntância tal que acabou em divórcio de casal. Eu e minha mulher conseguimos a façanha de não culpar ninguém pela nossa separação. O que ...

ME CONFESSANDO

 Eu não me esqueço nunca de que, como disse o Padre Fábio de Melo, somos frágeis. E como somos frágeis temos nossos defeitos e cometemos nossos pecados. Completamente puro eu não conheço ninguém. Vivi a maior parte de minha vida no mundo do trabalho e vi lá a terrível competição entre colegas de profissão. Hoje pensando nisso, eu não vejo solução e acho até que este é um problema fora da minha alçada. E portanto posso dizer que eu não gosto de competir. Me sinto melhor aqui, só, somente só, que é assim que eu consigo escrever estas postagens. Sempre que posso assisto missa, rezando com um pouco mais de fervor nos dias em que a fé me aflige. E é nestes dias que quando chega o ato penitencial eu bato mesmo no peito, pedindo a Deus que me perdoe. E assim me tranquilizo. Não podemos escrever pensando em aparecer na televisão. Isso é seguir um péssimo modelo, modelo que não nos dá nenhum texto testemunho que possamos seguir. Que digam o que quiserem, mas eu considero a leitura essencial...

CHEGANDO AO BRASIL

Venho aqui e escrevo com assiduidade quase sempre. Hoje estive pensando nos que consideram qualquer pensamento mais ou menos conservador, fora de moda. Fora de moda, talvez seja. Mas pensando assim fazem uma literatura para a moda. E o que é uma literatura para a moda. Talvez eu seja ousado de dizer que uma literatura fora de moda, seja aquela que trai os ensinamentos de algum mestre que sempre está no passado. Claro, os mestres levaram uma vida inteira para nos legar seus trabalhos, que chamamos de obras em cujas páginas eu já tive prazer. E no me deter neles eu tive um imenso prazer de lê-los, aos mestres. Ao mesmo tempo em que bebi nas suas páginas os mais sábios ensinamentos. Procurei isto sim, no decorrer de minha vida, que ora chega aos 71 anos de idade, ler o que era indicado como o de melhor. Pouca coisa li de obras dos estrangeiros. E  porque? Porque eu procurei saber da nossa realidade social. E o que eu chamo de nossa realidade social? Chamo assim o meu país. E nossa rea...

ACOMODAR-SE NUNCA

 Disse antes que nunca fui fora da lei. Isso eu digo porque eu tive um professor que disse: - Legal é quem está dentro da lei. Mas porque eu estaria fora da lei? Estaria fora da lei se a Igreja Católica não me aceitasse. Claro, eu não me sentiria bem se não pudesse seguir a religião em que fui batizado e crismado. Que é a religião católica. E foi perguntando a um padre se eu estava em falta com a Igreja, que eu me senti mais do que nunca em casa. Sim, porque eu disse a ele que me casei só no civil, e nunca na igreja. E ele: - Você está solteirinho. E daí em diante venho lendo opiniões católicas em colunas do O Jornal O São Paulo da Arquidiocese de São Paulo. E cada vez mais me sinto bem com Deus e com os homens. E me meto a escritor. Escrevo e publico. Chamo o que faço nisso de Literatura de Resistência. Claro que estou longe da grande literatura. Mas me satisfaço. E fiz recentemente pouco mais de vinte anos de Literatura.  Não quero glória nem dinheiro com o que escrevo. Escr...

AMOR, AMORES (II)

 Há muito tempo eu fui à luta e dei de costados num curso noturno de Filosofia. Estudei na FAFICH/UFMG à noite. O curso era bom. E lá acabei noivo de uma aplicada aluna. Que hoje é Pós Doutora em Filosofia. Coisa que ela ambicionou tanto. Eu fui com ela até ela tirar o Mestrado. Não era bonita, era ruiva e tinha umas pintinhas. Mas como eu a amei! Depois do que disse acima, vou me explicar pelo menos razoavelmente. Eu estava falando na postagem anterior de amores. Eu amo até hoje. E estou velho. Tenho um bom coração, isso tenho. A minha mãe um dia disse: - Graças a Deus, eu não coloquei gente ruim no mundo. Na época em que ela disse isso, eu cresci enquanto pessoa. Era a minha mãe elogiando a nós, os filhos. E vou dizer porque cresci: não sou e nunca pensei em ser fora da lei. E desde menino sou católico, embora eu tenha me afastado da Igreja Católica por um longo período da minha vida. Mas voltei ao seio da Madre Igreja, e hoje mesmo eu rezei minha missa. E acho que a conversão, p...

AMOR, AMORES

De um amor que tive, derivaram outros. Foi um amor que me deu bons frutos. Porque depois dele eu não amei mais ninguém. Me digo um desiludido do amor. Mas olhem para minha idade. O que vêm em mim? Claro um amor social pelos seres humanos. E por isso eu digo: Deus recompensa a quem tem fé. E eu tenho fé e tenho responsabilidade para quem se envolve comigo. Visitem minha vida. Visitem meus amores antes de eu me casar. E vejam e me digam se eu não procurei viver em sociedade. Meu problema é que eu enxergo o significado dos gestos e das boas falas. E chõ aqueles de má intenção e de má índole. Porque gente ruim neste mundo tem demais. Mas não vamos falar do mal, antes oremos e persignemo-nos. Para poder seguir de cabeça erguida. E já posso dizer que sou feliz. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe. 

UM POUCO SOBRE O CATOLICISMO

Quando venho aqui e escrevo eu me realizo. Já fui assalariado, mas era para sobreviver. Hoje eu me tornei pensionista, por mal de saúde. Sempre tive a saúde frágil. E aqui nesta cidade uma mulher simples me ensinou que a gente não deve dizer que Deus tem alguma coisa com a nossa saúde. Que devemos sim rezar a Ele para nos ajudar a lidar com o nosso corpo. Isso tem bastante a ver com a lição de um doutor em Filosofia que nos dava aulas na faculdade de Filosofia. Dizia ele, o professor, que o importante é o corpo. E eu prestava bastante atenção às aulas dele. De modo que no fim do semestre apresentei a ele meu trabalho por escrito que ele chamou de memória. E ele me olhou e me perguntou: - Você escreveu o que te deu na cabeça? Eu não disse nada. Aguardei ali, fitando o professor nos olhos. E ao final disto ele lançou minha nota no diário de classe e me disse: - Sua nota é oitenta. - eu me contentei, claro, porque o máximo que ele poderia me dar era 100. Estive lendo aqui alguma coisa de ...

ESCRITOR

 Depois de ter sido um funcionário competente me tornei um homem culto que escreve. Festejo meus poucos mais de vinte anos de trabalhos publicados. Para este ano aguardo sete publicações de textos meus. E como digo sempre eu não quero ser o número um da escrita. Quero ser só mais um. E, isto, acho que já sou. Porque nome literário eu já tenho. E em primeiro lugar  procurei conforto para o corpo. E para a alma meus pais me deixaram batizado e crismado na Igreja Católica Romana Apóstolica. Que agora tem um recém eleito Papa Leão XIV. E eu rezo muito em casa mesmo. E para que possam encontrar textos meus o leitor pode consultar as estantes das Bibliotecas das Academias de Letras de que faço parte. Como Acadêmico Correspondente na Academia de Letras de Teófilo Otoni e na Academia de Letras e Artes da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Não custe eu mesmo fazer uma divulgação. Eu não me sinto mal por isto. E ainda podem encontrar textos meus digitalizados na ACADEMIA DE CONTOS, da Intern...

SOFRIDO OU VIVIDO OU EXPERIENTE?

 As pessoas são engraçadas. Pensam que compreendem as coisas. Eu hoje como conversador acabei contando um pecado meu, mas não a um padre. Contei a uma pessoa. Ela disse apenas: - Compreendo. Eu me lembrei de uma senhora que ia saindo da igreja. E foi parada por uma conhecida dela que lhe perguntou:  - Como vão indo as coisas? Ela respondeu: - Estou lá aguentando. Eu nunca soube a que ela se referia. Mas isso acontece é com quase todos. Eu por exemplo, já recebi o apelido de sofrido, e já também o de vivido. Eu já sofri minhas dores. Não me cabe aqui falar delas. Aqui não é o lugar. Outros me chamaram de experiente. Menos mal. Um homem experiente tem a tendência a acertar mais se o seu caminho for o do bem. Ou como os brasileiro costumam dizer: ele é sangue bom.

ESCREVER E ESPERAR

Estive vendo uma coisa na Internet. E lá estava a divulgação de uma antologia literária em que participo. E me senti bem. Só que os meus exemplares dela não chegaram. Eu fico aqui bastante ansioso. Não vejo a hora destes exemplares chegarem. E eu poder lê-los, principalmente os meus poemas. Eu participo ativamente destes movimentos literários onde se publicam vários autores. São artistas da palavra. E como me contento. E rezo muito como eu rezava com minha mãe, quando ela ainda vivia. E dela tenho saudades. Penso até em escrever poemas celebrando esta saudade. Saudade é uma dor que dói no coração. E eu sinto saudades dos meus que partiram. Só que não os lamento. Espero com muita calma um dia eu poder encontrá-los no lugar onde dormirei com eles na esperança da ressurreição. E peço a Deus que me abençoe. Quantos sofrimentos eu já superei aqui na Terra. Vamos adiante nesta vida que é boa. 

EM PRIMEIRO LUGAR, O DEVER

 Eu estava aqui no quarto, lendo. Veio de lá D. Zózima. Uma secretária que me assessora. E ela é exemplar em tudo. E viu  o lençol da minha cama e ele estava sujo. O que ela fez?  Prontificou-se a trocá-lo. E eu disse: - Não precisa trocar hoje. Eu estava tão entretido com a minha leitura, que não lembrei que hoje é véspera de um fim de semana. E ela disse: - Se eu não trocar hoje, como vai ser? E D. Zózima afinal trocou o lençol. E eu estou aqui relatando isto. Por que? Ora, porque este é um pequeno acontecimento notável dos muitos que acontecem aqui comigo. Quero dizer aqui com ela. Porque ela é exemplar. Normalmente eu digo a D. Zózima: - Será merecimento meu o fato de a senhora trabalhar na minha casa? Ela me sorri. E é só. Mas no meu coração só eu sei o que significa esta sorriso dela. Para mim é um agradecimento enorme dela dirigido a mim. E que Deus me abençoe. Como tem abençoado.