MENTIRAS E ESTÓRIAS

 Lá vinha eu, com meus cadernos na pasta, voltando do colégio depois das aulas. Contava uma lorota em que o personagem era um tio meu, supostamente rico. E o menino ao meu lado, ruivo e filho do dono da sorveteria, não se aguenta e me dá um murro no estômago. E o que eu aprendi? Que não se deve contar lorotas de jeito nenhum. E hoje aqui, rio eu de mim mesmo. Sei lá o que eu contava.. E eis o que aprendi: que não se deve contar mentiras de jeito nenhum. Meu tio acabou sendo esquecido na estória minha, hoje tudo o que sei dele , meu tio é que meu tio morreu e isso é verdade. Tento inventar estórias baseadas na verdade. E isto se chama na literatura de ficção. Então intulo o que acabo de contar de ficção que cometi na juventude.

Eu devia ser um pequeno talento juvenil, e o menino ruivo apenas um invejoso. Porque os há, os invejosos de talento alheio. Que não apreciam nenhuma estória, que não apreciam nenhuma estória imaginada. O que o menino ruivo poderia ter feito: ter-me dito para inventar outra.

Aí eu veria, olhando nos olhos dele, se contaria ou não outra estória.

Almocei hoje e vim para o meu quarto com sono, e com este pequeno acontecimento em mente. Acordei agora, quatro horas da tarde e achei de registrar com palavras o acontecimento. Bem fazem os contadores de estória, que têm muito mais estória do que eu para contar, que assim vão nos encantando durante a vida com suas estórias. Eu os aprecio, aos escritores.

Tanto que compro dois livros por mês e os leio. A cada autor a sua sorte. Eu só conto meus contos em  antologia s e coletâneas. E de vez em quando cometo um poema. E o que tem de mais eu contar de minha vida de escritor. Já não estou desperdiçado na vida. Escrevendo faço alguma coisa de mim. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E abençoe ao leitor também.

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