ALGUMAS PALAVRAS SOBRE A PAZ

Fico aqui pensando com meus botões em coisas como genialidade e grandeza humana. Genialidade eu não discuto, porque eu não sei o que é. Mas grandeza humana eu ainda me permito. Eu conheço tanta gente de alma boa e grande que digo sem pensar que é gente de grandeza humana. E não são elas pessoas do meio artístico nem literário. Foram pessoas que me ajudaram sem que eu pedisse. E que não me permitem dizer que devo a elas favor. Digo assim, porque conheci um cidadão que não aceitava ajuda e eu perguntei a ele porque. E ele me disse que a vida dele ele não negociava. Eu pensei comigo na época, que tolo!, pois não conheceu as pessoas que conheci. E eu não me enriqueci nem me empobreci.

Quando nós precisamos de uma mão amiga, o nosso orgulho não cabe. Eu sou de opinião que as pessoas deviam contar na sua memória a sua própria estória. E deixá-la amadurecer. Até poder dizer que a gente não deve remoer os maus momentos. E procurar ser sempre uma pessoa boa.

Ouvi minha mãe dizer, quando chegamos aqui em Moeda:

- Eu não coloquei gente ruim no mundo.

Não estou me defendendo de nada. Mesmo porque esta cidade até onde eu a conheci, é uma cidade de paz. E eu do que gosto? De viver em paz.

Existir uma cidade como esta onde moro e vivo, é porque seus cidadãos são de paz. Se quiserem ouvir esta frase como um elogio, que seja. E não custa elogiar uma coisa de que gostamos.

Que a paz permaneça nos corações dos moedenses. Assim eu poderei também viver em paz. E tenho dito. E que Deus nos abençoe.


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