VIVI ANOS NA CAPITAL

Quando cheguei à capital, procurei emprego, e na minha primeira tentativa saí de lá com uma carta endereçada nada mais, nada menos a quem se interessar possa. Saí de lá um pouco triste, e me recomendaram que fosse ao Ministério do Trabalho. Eu fui e me indicaram à uma empresa que me empregou. E nessa empresa sofri meu primeiro choque, lá havia uma estudante de direito. E ela me veio como minha chefe. À princípio ela não gostou de mim, o que fiz? Me empenhei mais no trabalho. E no final de tudo sai de lá para um emprego melhor, com um abraço dela. E muitos anos depois, me coube ir àquela empresa. Chegando lá reconheci a moça que ficava na tesouraria. Perguntei pela Auxiliadora, a que tinha sido minha chefe. A moça da tesouraria me disse que a Auxiliadora tinha se formado e era naquele momento advogada do governo. Mandei meus parabéns a ela. 

É sempre bom desejar o bem às pessoas. Eu não deixei meu primeiro emprego ressentido, de jeito nenhum. E hoje aqui lembrando me sinto feliz, no meu primeiro emprego começou meu aprendizado. E me aposentei por invalidez. E minha pensão dá para pagar minhas contas direitinho. E o que se pode querer mais?

Hoje aqui aos setenta anos, quando me lembro de uma ou outra coisa, registro aqui. E me considero um escritor pobre.  Claro, se isso é um pecado, pequei a vida inteira sonhando em melhorar de vida para depois escrever. Melhorei de vida, sim, mas com a ajuda de meus familiares. Digo isso porque um homem que queria se enriquecer achava vergonhoso alguém ser ajudado.

Eu aprendi ainda menino que Deus ajuda a quem tem fé. E graças a Deus eu chego a esta etapa do meu caminho na vida, agradecendo a Deus. Porque a todo instante, durante minha vida toda até agora, ele me recompensou. Mesmo vivendo a anos na capital, naquela vida corrida, eu ia à igreja rezar. E tenho dito. 

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