VIDA E PECADO
Antes de vir morar na capital mineira, deixei atrás de mim uns primos. Eles eram filhos de um irmão de minha mãe. Este homem, meu tio, gastava o dinheiro que ganhava com bebidas. E os meus primos, depois que ele morreu se viraram. Decerto compraram casa. Exceto um, que foi viver no Rio de Janeiro, com umas irmãs pobres da mãe dele. Hoje eu penso aqui comigo, que culpa temos nós? Pois, eu notei que na formação deles como pessoas esses fatos foram marcantes. Não deixam de ser boas pessoas, que tem religião, mas comigo encontram um pouco de dificuldade na convivência. Isso se trata deles enxergarem-me através de meus defeitos. Eu aqui e agora pergunto: quem não tem defeitos? Eu os suporto educadamente, e só. Como no mundo do trabalho pessoas me suportaram e eu suportei outras. Quem já trabalhou sabe bem como é conviver no trabalho e chegar em casa, tomar um banho e jantar, e ir ver televisão. Ou ler algum livro.
Já que falei de livro, e trabalho. Vou dar um palpite. Quem lê muito pode não sair um grande escritor, mas encontra sempre uma leitura coerente com o que faz para ganhar a vida. Eu gosto, por exemplo, de ler a Bíblia. E ouvindo uma empregada doméstica que trabalha na minha casa, ela me disse:
- Eu me oriento pela Bíblia.
Vou lhes confessar, não há orientação melhor.
Ali pedimos perdão a Deus de nossos pecados. E eu preciso falar muito? Porque perfeito eu não nasci. Mas procuro não pecar mais. E tenho dito.
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