TRANSEUNTE, o jornal

Quando eu cheguei à capital mineira, fiz concurso para o colégio municipal Marconi. Já lá estudando vi as facilidades de se fundar um jornal mimeografado. Tinha feito camaradagem com outros três colegas. E dei a ideia para fundarmos o jornal TRANSEUNTE. O título era inspirado na minha experiência como Office-boy. Que na época era um ofício que exigia de nós os office-boys que andássemos muito pela cidade. E o jornal mimeografado com o apoio do vice-diretor do colégio não passou do primeiro número. Nós os quatro fundadores daquele jornal estamos por aí, sobreviventes. Cada qual com sua sorte. Mas hoje estamos todos bem, que é como se diz de quem já pode descansar com folga e podendo pagar suas contas.

Eu não me esqueço do Transeunte. E quando me pedem um currículo para ilustrar a minha apresentação em algum texto que escrevo, eu o cito. Um imenso carinho eu tenho pelo jornal, por isso o cito.

Aquela foi uma época em que eu sonhei bastante com as letras. O caminho foi difícil. Hoje posso dizer que escrevo. E que estou sempre em ação na escrita. E tenho dito. 

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