MEU PAI

Meu pai foi um homem incompreendido. E o é ainda hoje. Pois ouvi de muitos falares que ele não era bem quisto. E sei que ele tinha amigos, senão colegas. Ele exercia uma difícil profissão, a de fiscal da previdência social e era muito a favor dos pobres. Na profissão dele ele podia defender os pobres. Acertava junto à previdência os documentos dos trabalhadores pobres para que tivessem assistência de saúde. Hoje as coisas melhoraram muito. Nós todos, inclusive eu, temos proteção na nossa saúde. De uma forma ou outra.

E o nome da profissão de meu pai até ficou melhor. Agora é Auditor Fiscal. De maneira que com o passar do tempo nós vamos podendo ver as oportunidades todas melhorarem.

Vejam-me, pude aposentar-me e tornar-me um escritor.

Agora se sou um escritor pequeno, como me disse um homem com mais história pessoal nas letras, isto me é indiferente. O que me importa é que sou um escritor feliz.

Li muito no decorrer da minha vida. E li nalgum lugar que muitos homens escreveram para ninguém ler. Se alguém me ler, bem. Estarei recuperado para os olhos alheios. Se ninguém me ler, estarei sendo feliz agora. E tenho dito.

E, por fim, minha mãe me disse antes de morrer que o filho é melhor que o pai. E eu vivi sem querer ser melhor do que ninguém. Mas seguindo um conselho dos meus pais: preste atenção no que está fazendo menino. Novamente, tenho dito.  

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