EU E OS LIVROS
Quando eu era menino eu sonhava em ser escritor. Não precisava ser badalado. Porque este tipo de escritor, existe. É aquele escritor que não sai das boates bem frequentadas. Bem frequentadas eu digo por gente de dinheiro, que é certo que vai sair nas colunas sociais. Eu não tenho nada contra as colunas sociais. Elas são até úteis, porque além de escritores que frequentam, existem editores que lá vão para facilitar seus negócios. E nestas boates, que eu saiba, não há nada de mais.
Mas eu me badalar? Nunca. Eu gosto de preservar a minha intimidade. E não vai nisso nenhuma condenação a quem quer que seja.
Estabelecido este ponto. Se eu for levar em conta a classificação dos críticos, eu só conheci um. E ele me disse que eu sou, enquanto escritor, pequeno. Eu me delicio com esta pequeneza. Porque na minha formação intelectual, eu levo em conta é o tamanho humano de uma composição. E isso a gente nota é lendo. Agora, se eu mereço ser lido, aí são outros quinhentos. Porque a orientação dos leitores eu não posso adivinhar.
E nem mesmo as humanidades me são úteis na hora em que vou comprar livros. Muitas vezes compro livro de que preciso de uma releitura para dizer se me couberam como um luva. Outras vezes doo livros que comprei. E assim vou levando a minha vida de leitor. E não sou egoísta, todas as pessoas têm direito de escrever livros.
Não sou também daqueles leitores que não compram best-sellers. Considere rapaz: às vezes o autor nem pensava em virar best-seller. E ao aconteceu. Parabéns para ele. Por que quem julga é Deus. E Deus nos abençoe. E tenho dito.
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