CONFLITO DE GERAÇÃO ( FINAL)

Depois que eu assumi perante minha mãe que eu me casar fora um erro, ela ainda me elogiou. Disse-me:

- Você meu filho é melhor que seu pai.

Eu olhei para ela e estava tristonho. Mas pedi a ela a bênção e me retirei para o meu quarto. Me deitei, eu mesmo rezei um pouco, e fiquei pensando na vida.

Meu  pai tinha sido um homem muito ciumento. Ciumento ao extremo. E minha mãe, sempre ali, vivendo ao lado dele, segurando barras inclusive dele. Eu pensei é que se ele tivesse procurado reconhecer o inestimável valor de minha mãe...

Mas, a vida é travessa. Travessa até demais. Detesto pensar e dizer que a vida é cruel. Como costumam dizer alguns. E sabem porque a vida é travessa? Porque ela está aí é para ser vivida. Mas não vivida com muita fome. A gente tem que ir trilhando devagar o caminho da vida. E como dizia um professor meu de Filosofia, o homem aprende até na hora de morrer. E é verdade. Já que nós aprendemos no percurso de nossas vidas, podemos aprender com os nossos erros. Tanto que eu nunca mais me casei.

Se para um mal tomamos um remédio e nos curamos, devemos procurar saber o que causou o mal. Tanto assim o erro na vida, procurar saber porque erramos é essencial. E assim podemos nunca mais errar.E a partir daí talvez mereçamos o diploma de quem soube viver. Diploma este dado pelos nossos próximos, que são nossos semelhantes.

E qual foi o remédio para o meu mal de casar? Respondo francamente, mas com medo, o santo remédio do divórcio. E procurei saber, a Igreja Católica limita a atuação dos divorciados no seu seio, mas não nos abandonou, por isso rezo todos os dias . Com muita esperança. Fé em Deus, e tenho dito. 

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