A ALMA DO TORCEDOR
Os homens e as mulheres vivem em sociedade, isso é certo. Mas de onde eu vim eu notava nas pessoas o desejo de serem os melhores. E o que se faz para serem os melhores? Detalhes eu não sei. Mas, em suma competem. O de que me queixo é que nem sempre a competição é sadia. E o que eu chamo de competição sadia? Para mim, competição sadia é aquela que como nos esportes se vê o antagonista vencido ter a nobreza de ir lá e cumprimentar o vencedor.
Alguns, chega um tempo, em que se retiram da refrega com as forças exauridas. E vão para a arquibancada sossegadamente a ver se reconhecem onde falharam. Esta também é uma nobre atitude. Agora vou falar de mim, um pouco.
Sou um homem que não guarde mágoa. Nem ressentimentos. Nem saudades de rivalidades. Claro, porque numa competição o que se dá é que podemos chamar aquele com quem competimos de rival. E vim para cá, acompanhando minha família, procurando sossego e encontrei.
O modo meu de ver a sociedade como competitiva, pode até ser equivocado. Mas depende, esse modo de ver, das pessoas com quem convivemos. E enfim tenho hoje convivido com cristãos. Muito menos competitivos que os estranhos de antes. E não vou concluir que a natureza humana tem sobrevivido graças ao seu espírito competitivo.
As pessoas vão ao campo, ver a partida de futebol, por exemplo. E de lá saem tendo escolhido o seu time do coração. Eu não tenho nada contra isso. Vão para o trabalho, pelo menos podem pensar numa outra partida. E podem assim ganhar amigos, sem misturar a amizade com o time do coração. E tenho dito.
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