GOSTAR DE ESCREVER

Quero escrever hoje como se minha mãe estivesse viva. Para isto basta eu me lembrar de quando cheguei nesta cidade onde vivo. Viemos minha mãe e um irmão. E claro e eu. Eu já escrevia. Tinha alguns contos publicados, mais poemas e umas crônicas. Nada de muito relevo contudo. E aqui aprendi a dizer que eu não me desejo o número um das letras, que eu quero é ser só mais um. E me entendo como mais um. E isso me faz feliz. Quando me perguntam:

- O que você faz?

Eu digo:

- Tenho a atividade de escritor.

A princípio a indicação de que é uma atividade, soa um pouco estranha. Àqueles que levam sua curiosidade um pouco mais longe, e perguntam porque atividade. Eu respondo que escrevo para passar o tempo, porque gosto e porque sei escrever o que escrevo. Nada disso me veio de original, li outros escritores assim dizerem e gostei do que disseram, e é só o que copio deles.

Agora, me explico um pouco melhor. A arte da escrita literária sofre influências diversas. Influências que eu quando escrevo nem sinto que estou sendo influenciado, tal o número de autores que leio. Claro, eu leio muito e para ser sincero, leio mais do que escrevo. Talvez por ler tanto é que poucos textos eu sei de memória. Vão dizer que arranjei uma bela desculpa para justificar a minha pouca memória dos textos que leio.

Mas quando gosto imenso de alguma coisa que leio, anoto. E se preciso rever aquilo que amei ao ler, procuro a anotação respectiva. Leio-a e fico me perguntando se devo citá-la onde escrevo os meus textos. Isso me faz quase não citar. E esta vai na medida de explicação.

E, principalmente, escrevo mesmo porque gosto. E na minha opinião ninguém escreve sem gostar. E esta postagem foi escrita estando eu no meu quarto, e imaginando que minha mãe está no dela. Viva.

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