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AMOR, AMORES

De um amor que tive, derivaram outros. Foi um amor que me deu bons frutos. Porque depois dele eu não amei mais ninguém. Me digo um desiludido do amor. Mas olhem para minha idade. O que vêm em mim? Claro um amor social pelos seres humanos. E por isso eu digo: Deus recompensa a quem tem fé. E eu tenho fé e tenho responsabilidade para quem se envolve comigo. Visitem minha vida. Visitem meus amores antes de eu me casar. E vejam e me digam se eu não procurei viver em sociedade. Meu problema é que eu enxergo o significado dos gestos e das boas falas. E chõ aqueles de má intenção e de má índole. Porque gente ruim neste mundo tem demais. Mas não vamos falar do mal, antes oremos e persignemo-nos. Para poder seguir de cabeça erguida. E já posso dizer que sou feliz. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe. 

UM POUCO SOBRE O CATOLICISMO

Quando venho aqui e escrevo eu me realizo. Já fui assalariado, mas era para sobreviver. Hoje eu me tornei pensionista, por mal de saúde. Sempre tive a saúde frágil. E aqui nesta cidade uma mulher simples me ensinou que a gente não deve dizer que Deus tem alguma coisa com a nossa saúde. Que devemos sim rezar a Ele para nos ajudar a lidar com o nosso corpo. Isso tem bastante a ver com a lição de um doutor em Filosofia que nos dava aulas na faculdade de Filosofia. Dizia ele, o professor, que o importante é o corpo. E eu prestava bastante atenção às aulas dele. De modo que no fim do semestre apresentei a ele meu trabalho por escrito que ele chamou de memória. E ele me olhou e me perguntou: - Você escreveu o que te deu na cabeça? Eu não disse nada. Aguardei ali, fitando o professor nos olhos. E ao final disto ele lançou minha nota no diário de classe e me disse: - Sua nota é oitenta. - eu me contentei, claro, porque o máximo que ele poderia me dar era 100. Estive lendo aqui alguma coisa de ...

ESCRITOR

 Depois de ter sido um funcionário competente me tornei um homem culto que escreve. Festejo meus poucos mais de vinte anos de trabalhos publicados. Para este ano aguardo sete publicações de textos meus. E como digo sempre eu não quero ser o número um da escrita. Quero ser só mais um. E, isto, acho que já sou. Porque nome literário eu já tenho. E em primeiro lugar  procurei conforto para o corpo. E para a alma meus pais me deixaram batizado e crismado na Igreja Católica Romana Apóstolica. Que agora tem um recém eleito Papa Leão XIV. E eu rezo muito em casa mesmo. E para que possam encontrar textos meus o leitor pode consultar as estantes das Bibliotecas das Academias de Letras de que faço parte. Como Acadêmico Correspondente na Academia de Letras de Teófilo Otoni e na Academia de Letras e Artes da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Não custe eu mesmo fazer uma divulgação. Eu não me sinto mal por isto. E ainda podem encontrar textos meus digitalizados na ACADEMIA DE CONTOS, da Intern...

SOFRIDO OU VIVIDO OU EXPERIENTE?

 As pessoas são engraçadas. Pensam que compreendem as coisas. Eu hoje como conversador acabei contando um pecado meu, mas não a um padre. Contei a uma pessoa. Ela disse apenas: - Compreendo. Eu me lembrei de uma senhora que ia saindo da igreja. E foi parada por uma conhecida dela que lhe perguntou:  - Como vão indo as coisas? Ela respondeu: - Estou lá aguentando. Eu nunca soube a que ela se referia. Mas isso acontece é com quase todos. Eu por exemplo, já recebi o apelido de sofrido, e já também o de vivido. Eu já sofri minhas dores. Não me cabe aqui falar delas. Aqui não é o lugar. Outros me chamaram de experiente. Menos mal. Um homem experiente tem a tendência a acertar mais se o seu caminho for o do bem. Ou como os brasileiro costumam dizer: ele é sangue bom.

ESCREVER E ESPERAR

Estive vendo uma coisa na Internet. E lá estava a divulgação de uma antologia literária em que participo. E me senti bem. Só que os meus exemplares dela não chegaram. Eu fico aqui bastante ansioso. Não vejo a hora destes exemplares chegarem. E eu poder lê-los, principalmente os meus poemas. Eu participo ativamente destes movimentos literários onde se publicam vários autores. São artistas da palavra. E como me contento. E rezo muito como eu rezava com minha mãe, quando ela ainda vivia. E dela tenho saudades. Penso até em escrever poemas celebrando esta saudade. Saudade é uma dor que dói no coração. E eu sinto saudades dos meus que partiram. Só que não os lamento. Espero com muita calma um dia eu poder encontrá-los no lugar onde dormirei com eles na esperança da ressurreição. E peço a Deus que me abençoe. Quantos sofrimentos eu já superei aqui na Terra. Vamos adiante nesta vida que é boa. 

EM PRIMEIRO LUGAR, O DEVER

 Eu estava aqui no quarto, lendo. Veio de lá D. Zózima. Uma secretária que me assessora. E ela é exemplar em tudo. E viu  o lençol da minha cama e ele estava sujo. O que ela fez?  Prontificou-se a trocá-lo. E eu disse: - Não precisa trocar hoje. Eu estava tão entretido com a minha leitura, que não lembrei que hoje é véspera de um fim de semana. E ela disse: - Se eu não trocar hoje, como vai ser? E D. Zózima afinal trocou o lençol. E eu estou aqui relatando isto. Por que? Ora, porque este é um pequeno acontecimento notável dos muitos que acontecem aqui comigo. Quero dizer aqui com ela. Porque ela é exemplar. Normalmente eu digo a D. Zózima: - Será merecimento meu o fato de a senhora trabalhar na minha casa? Ela me sorri. E é só. Mas no meu coração só eu sei o que significa esta sorriso dela. Para mim é um agradecimento enorme dela dirigido a mim. E que Deus me abençoe. Como tem abençoado.

SER DO SEU TEMPO E SOFRER

 Estava eu aos pés da imagem da Santa Maria, mãe de Cristo, pedindo perdão pelos meus pecados. Meus pecados são inúmeros. E diante dos homens sou um semelhante, que como eles foram criados por Deus à Sua semelhança, quando me lembrei de uma amiga de minha mãe. Que como ela, minha mãe, trabalhava na enfermagem. Setor habituado a lidar com todo tipo de enfermos, inclusive esquizofrênicos como eu. Esta amiga se aproximou de minha mãe, e disse: - Dona Ruth, deixa o Dornas quieto, tudo o que ele quer é só escrever. E desde então minha mãe me deixou mais à vontade. E eu comecei a escrever, como escrevo aqui. E me lembro de uma namorada que queria e queria que eu desenvolvesse uma tal tese em Filosofia, curso que eu frequentava e estudava. Eu me recusava à aquela linha filósofica, e acabei por terminar meu relacionamento com a moça. Ganhei então meus prêmios literários e fico contente até hoje com eles. E aqui estou escrevendo. E digo: - Escrevo porque gosto. Os homens do meu tempo, já me...